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Arquivo - julho2010

Desde quando foi lançado na China, em 2006, o buscador Google passou por censuras. Termos como “direitos humanos” e “democracia” são monitorados, não oficialmente, pelo governo chinês. Esse foi o primeiro, de muitos capítulos que estavam por vir.

No final de 2009, o Google percebeu um ataque de hackers à contas do servidor de e-mail Gmail chinês. Segundo David Drummond, diretor de assuntos legais do Google, os hackers tinham como objetivo “acessar contas do Gmail de ativistas de direitos humanos”. Na China, país conhecido pelo sistema comunista vigente há mais de 60 anos, o Ministério de Relações Exteriores negou qualquer tipo de ataque cibernético e afirmou que no país a internet é aberta para todos.

No início de 2010, no dia 12 de janeiro, Drummond publicou no blog oficial do Google os problemas enfrentados e as ações a serem revistas pela empresa na China. No post, ele também afirma ter provas que pelo menos 20 outras companhias haviam sofrido o mesmo tipo de ataque.

Muito criticada por aceitar a censura do governo chinês há tanto tempo e descontente com os últimos acontecimentos, em março de 2010 a empresa Google resolveu criar uma alternativa à censura. A partir daquele mês, todos os usuários que entrassem no Google.cn seriam imediatamente redirecionados para a página do Google Hong Kong.

Isso porque Hong Kong, apesar de atualmente ser considerada Região Administrativa Especial da China, possui maior liberdade de expressão devido sua colonização inglesa. Esses aspectos culturais estão refletidos no Google.hk, que não sofre restrição ou censura.

A posição assumida pelo Google desagradou muito o governo chinês, que disse não aceitar a situação por desobediência às leis do país. Correndo riscos de perder a licença para utilizar o domínio que estava por vencer no dia 30 de junho, e já perdendo muitos investimentos em propagandas e ações, o Google resolveu adequar-se na tentativa de manter seu escritório na China.

Foi em 28 de junho que o Google anunciou as novas ações: ao invés de redirecionar os usuários que tentassem acessar o Google.cn, na página do buscador há um link para a página do Google Hong Kong, dando ao internauta a opção de utilizar ou não os serviços do outro site. O endereço chinês passa então a oferecer apenas serviços como busca de músicas e traduções, deixando os de pesquisa inteiramente para o Google.hk.

No buscador Google na China foi inserido um link para o Google Hong Kong como alternativa à censura.

Google China com link para Google Hong Kong, como alternativa à censura.

As medidas parecem ter agradado, pois no dia 9 de julho o Google recebeu uma resposta positiva de Pequim. A licença foi renovada, segundo governo chinês, após a empresa ter feito “melhorias” em seus serviços.

E a novela parece ter alcançado não um fim, mas um ponto de conforto para as personagens. O site chinês ficou assim: Google.cn e o maior buscador mundial continua no maior mercado de internet do mundo, com cerca de 400 milhões de usuários.

Perder um mercado tão grande como o chinês não está nos planos do Google, que terá que fazer o impossível para continuar a crescer no país, já que mesmo antes de tudo isso acontecer, a empresa tinha apenas 30% do mercado da China, perdendo para o gigante oriental Baidu.

E você? O que achou de toda essa saga? Qual será o futuro do Google em um mercado tão fechado como o da China?

Como o Google Funciona?

Por Manuela Sanches em 12 de julho de 2010

O site Google.com representa o 1º mais visitado da web. Esse dado não deve surpreender muitos, já que várias vezes por dia a maioria dos usuários utiliza pelo menos uma das ferramentas disponibilizadas pelo Google: email, mapa, webmaster central, ferramentas de análise de palavras-chave, estatísticas de visitantes e entre outras inúmeras figura o poderoso sistema de busca.

Competindo com outros sistemas de busca, como o Yahoo e Bing, o buscador do Google também é o mais utilizado no Brasil.

Dessas pessoas que utilizam a busca do Google, quantas entendem o processo por trás dos resultados mostrados? Quantos usuários sabem como o Google funciona? Antes de continuar a leitura do post, ajude-nos a responder essa questão participando de nossa pesquisa:

Agora que você já testou seu conhecimento na pesquisa, cheque se respondeu corretamente assistindo a explicação oficial dada por Matt Cutts, engenheiro do grupo de qualidade de busca do Google:

Vídeo: Como a Busca do Google Funciona (em inglês)


Caso prefira ler a explicação, segue a transcrição em português do conteúdo do vídeo:

“(…) A primeira coisa a entender é que quando você faz uma busca no Google, você não está realmente buscando a web, você está buscando o índice do Google na web, ou pelo menos o quanto dessa podemos encontrar.

Fazemos isso com um software chamado aranha (ou spider). Os spiders começam a buscar algumas web pages, então eles seguem os links nas páginas e buscam as páginas para as quais esses links apontam, então acompanham todos os links nessas outras páginas e assim por diante, até que tenham indexado um bom pedaço da web – muitos milhões de páginas armazenadas em milhares de máquinas.

Agora vamos supor que eu queira saber o quão rápido um leopardo pode correr. Eu digito na minha busca: “velocidade corrida leopardo” e pressiono enter. Nosso software busca em nosso índice todas as páginas que incluem esses termos de busca. Nesse caso, existem centenas de milhares de resultados possíveis.
Como o Google decide quais documentos eu realmente quero (fatores que influenciam o ranking)? Fazendo perguntas – mais de 200 delas. Como:

- Quantas vezes essa página contêm as palavras-chave?
- As palavras aparecem no título, na URL, diretamente adjacentes?
- Será que a página inclui sinônimos para essas palavras?
- Esta página vem de um site de qualidade alta ou de qualidade baixa, até mesmo spammy?
- Qual o Page Rank dessa página? Essa é uma fórmula criada por nossos fundadores Larry Page e Sergey Brin, que pontua as importância de uma página, baseado na quantidade de links externos que apontam para a mesma e quão importante esses links são.

Finalmente, nós combinamos todos esses fatores em conjunto para produzir uma pontuação geral para cada página, então enviamos o resultado da sua busca, cerca de meio segundo depois de você fazê-la. No Google assumimos o compromisso de entregar resultados úteis e imparciais seriamente. Nós nunca aceitamos pagamento para adicionar um site ao nosso índice, atualizá-lo com mais freqüência ou melhorar seu ranking.

Vamos dar uma olhada em meus resultados de pesquisa:

- Cada entrada inclui um título;
- Uma URL ;
- E um trecho do texto para me ajudar a decidir se esta página é o que estou procurando.

Vejo também:

- Links para páginas semelhantes;
- A versão mais atual daquela página armazenada pelo Google;
- E pesquisas relacionadas, que eu talvez queira experimentar a seguir;
- Ás vezes, ao lado direito e no topo, eu vejo anúncios.

Levamos nossa publicidade muito a sério também, tanto nosso compromisso de entregar a melhor audiência possível aos nossos anunciantes, como nosso esforço para mostrar apenas os anúncios que você realmente quer ver. Somos muitos cuidados para distinguir os anúncios do resultado de busca regular. Não mostraremos nenhum anúncio, caso não encontremos algum que irá ajudá-lo a encontrar a informação que está procurando – o que nesse caso, a velocidade máxima de um leopardo é de 60 milhas por hora”.

© Agência Enlink

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