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Enlink - Link Building

Blog

Arquivo - novembro2011

Link Building no Google+

Por Suellen Moraes em 30 de novembro de 2011

Primeiro apenas alguns eleitos receberam o convite para participar da nova rede social Google Plus (ou Google+), que puderam repassar o convite para amigos e assim por diante. Foi assim que em poucos dias o nome da nova rede social estava nos Trending Topics do Twitter, choviam pedidos de convites – que também estavam sendo vendidos em sites de leilão na internet e com apenas um mês de atividade a rede já contava com 10 milhões de usuários.

Todas essas pessoas queriam mesmo é conhecer as inovações e as ferramentas diferenciadas prometidas pelo Google+. As principais são:

+ Circles: uma forma de organizar os amigos entre familiares, conhecidos, colegas de trabalhos e outros;

+ Sparks: busca de vídeos e artigos que o usuário possa gostar;

+ Hangouts: ferramenta para conferências e conversas por vídeo;

+ Instant Upload: upload automático de fotos e vídeos feitos com smartphone;

+ Huddle: especialmente para celular, a ferramenta manda um alerta quando um amigo te chama no chat. Além disso, com o Huddle é possível transformar conversas em um grupo de chat;

Além disso, o Google+ lançou recentemente um perfil direcionado para empresas e marcas, Google+ Pages. Os perfis corporativos são automaticamente adicionados nos resultados de busca.

Mas se o Google+ é a rede social do Google, isso também não iria fazer com que os posts públicos dos fossem facilmente indexados na ferramenta de busca? Vamos ver se isso acontece:

Pesquisando por “site:plus.google.com”, os resultados estavam no seguinte formato:

- Título: Nome de utilizador

- Snippet: ID

- Descrição: Biografia ou descrição do perfil

Ou seja, as páginas indexadas que aparecem são os perfis. Mas e o conteúdo?

Pesquisando pela descrição do último post feito por um utilizador com perfil já indexado pelo Google obtivemos o seguinte resultado:

Podemos ver que o conteúdo foi indexado e agora não aparece mais a url do perfil no snippet, mas a url específica da postagem.

Para buscar links que possam ter sido indexados, a busca foi “site:plus.google.com http://” e o resultado apontou o seguinte:

Como acabamos de ver, o Google está indexando o conteúdo dos posts e links externos. Mas como fazer com que os posts sejam facilmente indexados? Aqui vão algumas dicas:

  • Não se esqueça de fazer postagens públicas. Se um post for limitado a um círculo de amigos, ele não será indexado;
  • Seguindo as mesmas regras de indexação de páginas, o conteúdo postado deve ser bem escrito e não duplicado;
  • A indexação pode ser mais fácil se o post for um parágrafo de mais ou menos 4 linhas, no mínimo;
  • Sempre que possível, é interessante compartilhar o post ou marcar com o botão +1. Os posts indexados tem bastante shares;
  • Além do compartilhamento, os comentários também ajudam a dar relevância ao post.

Com certeza o Google+ abrirá algumas portas para as redes sociais corporativas e para o link building, pois além de tudo os links são Dofollow.

Do ponto de vista de relacionamento com do usuário, contudo, ainda restam dúvidas, já que, apesar de chamar a atenção e despertar a curiosidade, os usuários tinham participação muito tímida na rede Google+: desses 10 milhões, 83% era inativo, segundo pesquisa feita pela Bime Analytics. Mas como a tendência do público brasileiro é chegar (e dominar) redes sociais depois de um tempo do seu lançamento, é bom ficar de olho.

Emprego Enlink: Vaga Link Building

Por Carol Ramalho em 28 de novembro de 2011

Olá,

Estamos recrutando novos integrantes para nossa equipe de Link Building.

Caso tenha interesse, você pode conhecer melhor o perfil para vaga neste post: http://www.enlinkbuilding.com.br/blog/qual-o-perfil-de-um-link-builder/


Pré-requisitos:

  • Boa gramática e desenvoltura com textos;
  • Inglês intermediário para leitura e escrita;
  • Ter cursado ou estar cursando faculdade de Comunicação Social (qualquer habilitação), Marketing ou Letras;
  • Gostar de navegar na internet;
  • Morar em Foz do Iguaçu, PR.


Diferencial:

  • Inglês avançado para leitura, escrita e conversação.


Sobre a Vaga:

  • Tipo de vaga: Estágio ou CLT;
  • Carga horária: 25h (estágio) e 40h (CLT) semanais;
  • Remuneração: a combinar;
  • Descrição da vaga: redação de conteúdo para web, levantamento de sites e organização de dados em planilhas.


Envio CV:


Prazo para envio de seu currículo: 10/02
Enviar para: Ana Cláudia Monzon – mica@enlinkbuilding.com.br

 

Para o desenvolvimento de uma boa estratégia, a fim de manter bons resultados nos motores de busca, é fundamental fazer uma análise de SEO. A partir dela, serão feitas pesquisas e análises sobre a quantidade e sobre os dados dos backlinks, que o seu site e os de seus concorrentes estão recebendo.

Assim, será possível ter um ideia de quem está linkando para você. Além disso, analisar backlinks é importante porque eles compõe o valor de métricas, como Pagerank, do Google, e MozRank, do SeoMoz.

Várias ferramentas grátis fornecem esse tipo de informação, algumas vão além e informam mais do que o esperado, como:

- o tipo do site que está linkando para você;
- quantidade de backlinks;
- a URL específica com o link ou somente o domínio;
- quais anchor texts estão sendo utilizados;
- se os links são Dofollow ou Nofollow.

Abaixo consta uma breve análise de algumas ferramentas grátis que podem ser úteis para sua análise de backlinks.

BacklinkWatch!

Funções: mostra até 1.000 Backlinks, anchor texts e informa detalhes sobre os links, como se são nofollow.

Diferencial: não possui nenhum, se comparado com as outras tools listadas neste post.

O que atrapalha: é um tanto quanto lento e possui algumas propagandas (chatas) que dificultam a agilidade no processo.

LinkDiagnosis

Funções: colhe dados, como a quantidade de Backlinks, título da URL, anchor text, tipo de link, PageRank, quantidade de links externos nos resultados, SEOmoz Page e Domain Authority. Apresenta, ainda a quantidade de páginas indexadas, além de gráficos.

Diferencial: possui uma opção de triagem de resultados, mostrando os resultados na ordem crescente ou decrescente. Antes de iniciar a busca, é possível selecionar algumas opções, como o tipo de resultado (completo e otimizado), velocidade da pesquisa, pesquisa por página principal ou página específica, por exemplo. É uma das ferramentas mais completas que localizei.

O que atrapalha: só funciona no Firefox.

Back Link Analyzer

Funções: puxa Backlinks dos buscadores Google, Yahoo e MSN; colhe dados, como links nofollow, título da página e anchor text. Apresenta também resumos das palavras-chaves, links e fontes.

Diferencial: além de ser a única ferramenta disponível para Download, há uma opção, antes de iniciar a pesquisa, que permite escolher de qual buscador serão puxados os links, além de também mostrar os links na ordem crescente ou decrescente, com a opção de triagem de resultados. Além disso, é possível puxar os backlinks a partir determinadas palavras-chave.

O que atrapalha: dependendo da configuração do seu acesso à internet, ele pode não funcionar. Este vídeo explica como ele funciona resumidamente.

Search Status Plug-in for Firefox

Funções: mostra os links nofollow da página, Meta Tags e páginas indexadas, tudo isso na barra de ferramentas.

Diferencial: é uma extensão para o Firefox que fica na barra de ferramentas, facilitando e agilizando o seu uso. No vídeo abaixo é possível ver as funções.

O que atrapalha: na minha análise… nada.

Dentre as ferramentas grátis analisadas, essas foram as que se destacaram, na minha opinião. Existem outros sites que oferecem produtos para esse tipo de trabalho, com algumas funções e dados a mais. No entanto, a grande maioria é paga, como é o caso do SISTRIX ToolBox.

Todas são válidas para colher os dados dos Backlinks. O ideal é utilizar mais de uma ferramenta, já que pode faltar algo em uma, que a outra tem. Assim, sua pesquisa pode ser mais completa.

Mais alguém conhece uma boa ferramenta para análise de Backlink?

Aceitamos sugestões…


Há muito tempo se fala das vantagens publicitárias que as redes sociais proporcionam às empresas. A prova disso está na quantidade de anúncios que visualizamos nas páginas enquanto as utilizamos.

Mesmo que a prática esteja cada vez mais comum, algumas pessoas, no entanto, ainda não aproveitam estes recursos para divulgarem suas empresas e marcas, porque acreditam ser um trabalho dispendioso ou complexo demais.

Por isso, fui até o Facebook conhecer a Fan Page e o Facebook Advertising sem preparo prévio e verificar quão complexo realmente é usar esta ferramenta de publicidade.

Facebook Fan Page

Muitas empresas utilizam páginas pessoais para promoverem seus produtos e serviços. Essa prática não é muito indicada, pois, dessa forma, os recursos tornam-se limitados e o famoso curtir aparece apenas quando é feita alguma atualização no perfil do usuário.

Ao contrário da página pessoal, a Fan Page possui o botão curtir em destaque, o que atrai novos fãs. Além disso, aumentam-se as possibilidades deles compartilharem a sua página, atraindo novos usuários – esse é o famoso boca a boca virtual que rende uma ótima publicidade e é gratuito.

Para fazer a sua Fan Page é muito simples, basta seguir estas instruções:

1) Acesse o site www.facebook.com;
2) Ao abrir a página, abaixo do botão verde, onde está escrito cadastre-se, terá a oção: Crie uma página para uma celebridade, banda ou empresa. Clique neste link;
3) Agora você precisa escolher qual será a categoria da sua Fan Page. As opções são: negócios locais ou local; empresa, organização ou instituição; marca ou produto; artista, banda ou figura pública; entretenimento; causa ou comunidade.

Depois de escolher a categoria, será necessário preencher um formulário com maiores informações. Em seguida, será preciso configurar a sua Fan Page. Nessa parte, os pontos mais importantes são: imagem, informações básicas, status (publicações no mural), Ads – que é opcional (falaremos mais adiante) – e conexão junto ao Twitter.

Com a Fan Page pronta, é preciso que ela chegue até os seus fãs, isto é, ao seu público-alvo. Para tanto, é preciso dedicação. Seguindo algumas dicas, é possível deixar sua página cada vez mais popular, propagando e divulgando a sua marca na internet:

1) Utilizando o recurso mais poderoso do Facebook, o botão curtir, clique nele, com o seu perfil, para que seus amigos vejam nos seus feeds de notícias;
2) Em seguida, você pode recomendar a página aos seus amigos utilizando o link que fica à esquerda da página, Recomende a seus amigos;
3) Coloque a URL da sua Fan Page na assinatura do seu e-mail;
4) Publique no mural da Fan Page informações interessantes e mantenha a página sempre atualizada;
5) Para colocar fotos sobre a empresa, divulgar os produtos vendidos ou os serviços realizados, é possível utilizar a aba Fotos;
6) Coloque no Twitter o endereço da sua Fan Page e sugira que seus seguidores curtam a página – mas sem forçar a barra;
7) Crie um blog para promover a Fan Page. Escreva textos sobre sua empresa e seus produtos ou serviços e utilize o mural para divulgação dos textos.

Para promover a Fan Page, existem várias opções que vão desde simples ações até mais complexas. O que vale mesmo é a criatividade e o empenho. E para aqueles que, além dessas alternativas, dispõe de uma renda para publicidade, outra opção é a ferramenta Facebook Advertising.

O Facebook Ads é uma opção para quem quer atingir um público maior e mais específico, e proporciona uma visualização mais abrangente. Para quem quer conhecer melhor os benefícios desse recurso, o post Como criar um anúncio no Facebook? explica com detalhes.

Ressalta-se que apenas com a Fan Page as empresas conseguem cativar vários clientes, através da interação, e conseguem, ainda, publicidade ‘boca a boca’ recorrendo às opções compartilhar e curtir. Para alcançar esses objetivos, alguns cuidados, que valem para qualquer forma de divulgação, são essenciais:

1) Identifique seus clientes: toda campanha de marketing e publicidade no Facebook deve ser focada no perfil dos clientes. Para tanto, é preciso conhecer e saber quais são os interesses deles, descobrindo como e para quê eles usam o Facebook. Essas informações são valiosas e ajudam na promoção e divulgação da página;

2) Linguagem focada no cliente: para atrair mais e mais clientes, é importante utilizar uma linguagem menos auto-centrada ao falar dos seus serviços. Assim, sua comunicação será mais assertiva, falando mais dos benefícios da utilização dos serviços, por exemplo;

3) Colete informações de possíveis clientes através da Fan Page: para tanto, insira um formulário na sua página e colete informações do seus contatos que visitam e curtem a sua página. Assim, será possível obter uma lista de clientes em potencial, enviar newsletter sobre a sua empresa e produtos e conquistar maior atenção de seu público;

4) Interaja com outras Fan Pages: Obtenha mais visualização da sua Fan Page através da opção usar o facebook como página, que está no canto direito superior do seu perfil, numa seta para baixo. Após escolher a página que deseja interagir, visite outras Fan Pages, principalmente aquelas que seu público alvo também visita, curte e comenta. Enfim, use e explore os recursos disponíveis do Facebook.

Fonte: DJ Zone

A Fan Page precisa de dedicação, assim como o site da sua empresa. Por isso, quanto mais atualizada, atendendo às expectativas de seu cliente, maior será a sua publicidade. Utilizar as redes sociais para promover empresas e produtos é uma novidade que está dando certo e se tornando cada vez mais popular, não fique de fora!

Como nosso trabalho depende de palavras-chave e estamos constantemente verificando o ranking de todas elas, resolvi listar algumas ferramentas que têm essa função. A ideia não é listar as melhores, é apenas mostrar o review de algumas delas, então se você tiver outras opções para adicionarmos a esse post, é só comentar que insiro aqui. ;)

 

Rank Checker: ferramenta free, o Rank Checker colhe dados de várias keywords ao mesmo tempo (mas atente-se! se tentar colher o ranking de mais de 30 kwds ao mesmo tempo ela pode travar) e mostra a URL indexada para cada termo analisado. Apesar de exportar os dados colhidos, dá apenas uma opção de formato, o CSV.

Funciona apenas no Firefox: http://tools.seobook.com/firefox/rank-checker/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AWR (Advanced Web Ranking): essa tool possui várias funcionalidades interessantes, tantas que é simples se perder entre elas. É possível programar o dia de colher o ranking; exportar o relatório em PDF, HTML, XLS, XML, Text e CSV com, inclusive, formato híbrido, onde podem aparecer dados de Anytics e métricas de links; salvar todos os dados já coletados em sua máquina (ele cria pastas com o nome dos projetos, categorizados por ano e mês);  adicionar o GA ao Projeto em questão; sugerir concorrentes automaticamente.

O problema é que o AWR é terrivelmente difícil para novatos e leva-se algum tempo até entender quais são e onde estão todas as funcionalidades.

É! Não é free!
Para os interessados, a assinatura custa entre $99 e $600.

Download AWR: http://www.advancedwebranking.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui tem um guia rápido para quem tem interesse em conhecer mais sobre o AWR: http://www.advancedwebranking.com/feats-walkthrough.html

 

SEO SERP: se o que você precisa checar é apenas uma ou poucas palavras, outra opção é o SEO SERP. Trata-se de uma extensão para o Chrome, ou seja, é free!, que mostra a posição em que o site analisado se encontra e quais são os primeiros 10 sites para a mesma busca (se quiser, você pode verificar o ranking de concorrentes ao mesmo tempo, para isso é só adicionar todos os sites que quer analisar entre vírgulas). Além disso, há uma aba de resultados e outra de queries já buscados antes.

Atenção! O resultado máximo mostrado pela ferramenta é o 50º lugar.

Download SEO SERP: https://chrome.google.com/webstore/detail/ofoaoaloeipdofknnaapbmdddddioklg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rank Tracker: o RT é muito fácil de usar e é bem completo. Além de colher o ranking em modo automático, pode ser associado ao Google Analytics, compara ranking de seu site e concorrentes na mesma tela; filtra keywords caso você tenha uma lista muito extensa de palavras; armazena todo histórico de dados já coletados;  e possibilita a criação de relatórios personalizados.

Ele existe na versão free e paga, e é óbvio que as features mais legais custam algumas doletas: entre $99 e $250.

Download Rank Tracker: http://www.link-assistant.com/rank-tracker/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta página tem um vídeo super completo sobre todas as proezas do Rank Trecker: http://www.link-assistant.com/rank-tracker/

 

Free Monitor for Google:  é leve, fácil de usar e mostra todos os resultados para a query utilizada em sua pesquisa. Não pede mais descrições porque é realmente muito simples e o melhor!, dentre as ferramentas analisadas, este é o que mostra resultados mais próximos do real.

Download Free Monitor for Google: http://www.cleverstat.com/en/google-monitor-query.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Busca Anônima: nada de achar que a busca sem login é suficiente para não interferir nos resultados que o Google te mostra! Demais mesmo é pesquisar o ranking de seu site no modo anônimo, completamente livre de interferências que você pode causar.

Abra seu navegador,  use o atalho Ctrl Shift N e voilá!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Claro que se você tem 100 palavras-chave para verificar o ranking, pesquisar assim será um tanto trabalhoso e talvez valha mais a pena usar alguma ferramenta como as que apresentei anteriormente. Mas lembre-se sempre, nada é tão fiel quanto os resultados que o próprio Google te apresenta, então, na dúvida, ‘busca anônima’ na sua análise.

Até a próxima!

Dando continuidade ao 1º post sobre o I Encontro Mundial de Blogueiros, seguem as anotações sobre o evento. O Encontro aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2011, no Teatro Barrageiro em Foz do Iguaçu – PR.

Debate: O papel das novas mídias

Com início às 9h, o encontro prosseguiu estruturado em mesas de discussão, em que os convidados sentavam-se lado a lado para debater os temas propostos.

Abrindo as discussões, Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks e um dos convidados mais aguardados para o evento, falou sobre as dificuldades encontradas após a retenção financeira e o bloqueio econômico sofrido de empresas financeiras, como a Visa, Mastercard e Paypal.

Hrafnsson revelou ter sido surpreendido com a falta de apoio dos grandes jornais, destacando o New York Times e o governo Americano como precursores da perseguição ao WikiLeaks.

Para ele, o que chamou mais atenção em meio a toda a polêmica sobre as atividades do projeto foi a perseguição a um meio que, na verdade, fez o papel de informar – o que deveria ser feito também pelos jornais.

Seguindo o debate, Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique, discutiu sobre as novas mídias e o papel dos chamados “web atores”. Para ele, graças aos novos meios, o mundo passa por uma fase na qual as informações surgem em abundância. Fase essa, que é marcada por uma constante transição nas plataformas de comunicação.

Ramonet citou como exemplo o Twitter, ressaltando que, apesar de atualmente esse ser o principal meio em expansão, dentro de 5 anos, com certeza, o fenômeno já terá sido substituído por muitos outros. Isso porque vivemos em uma época em constante evolução e sem vocação para estabilidade.

O palestrante ainda destacou como característica dos blogs, o fato desses meios abrirem espaço para a produção e disseminação de conteúdo, acrescentando novos aspectos e aumentando o ruído das informações. Segundo ele, os blogueiros são responsáveis por complementar informações ao permitirem análises, comentários e observações de outros web atores.

Encerrando as discussões da mesa sobre “o papel das novas mídias”, o jornalistaLuis Nassif debateu sobre como as agências noticiosas utilizam a informação como uma arma política e econômica.

Segundo Nassif, o verdadeiro poder da blogosfera está justamente em sua capacidade de criar redes de informações, pois para ele “não importa a ferramenta, o importante é o modo como você se organiza e como faz uso de suas informações”.

Experiências nos EUA e Europa

A segunda mesa de discussões contou com a palestra do blogueiro e fundador do sítio Rebelión, Pascual Serrano.

Abordando as dificuldades enfrentadas pelos ativistas do passado, Serrano traçou um paralelo com a realidade atual, afirmando que hoje em dia “não há desculpas para não escrever, pois há sempre um ou mais meios para publicar seu conteúdo.”

Ao relembrar a evolução das páginas na web, o desenvolvimento dos buscadores e a multiplicação dos internautas, o blogueiro deu início a uma análise crítica a respeito das novas mídias. Destacando a popularização das redes sociais, o palestrante levantou uma importante reflexão: será que os novos meios cumprem a tarefa de oferecer conhecimento para a mobilização e ainda fornecer idéias maduras aos ativistas?

Afinal, “que elaboração de idéias pode estar presente em apenas 140 caracteres?” – questionou o blogueiro espanhol, referindo-se ao Twitter como um pequeno espaço, capaz de desenvolver poucas ideias.

Seguindo essa reflexão, Serrano exaltou a importância em se reivindicar um jornalismo mais consciente e também profissionais qualificados para um serviço democrático e eficaz da informação.

Dando continuidade ao debate, Andrés Thomas Conteris, fundador da versão em espanhol do Democracy Now (EUA), abriu seu discurso falando sobre o papel do blogueiro em contar histórias que ninguém contou e ir onde os meios de comunicação dominantes não querem ir.

Para ele, o ativismo digital deve ser encarado com entusiasmo, caracterizando o blogueiro como um ser comprometido com a transparência e com a verdade, buscando noite e dia o conteúdo.

O debate contou também com um minuto de silêncio, dedicado aos ativistas que morreram na luta a favor da democracia.

Experiências na Ásia e África

O último debate teve início com o ativista egípcio, Ahmed Bahgat, que contou sobre a perseguição sofrida pelos blogueiros no Egito e as dificuldades em organizar manifestações através do ambiente virtual.

Responsável pela criação do primeiro grupo social de protesto egípcio no Facebook, Bahgat admitiu não ser exatamente um blogueiro, mas ainda assim, aproveitou da força da internet para atingir círculos e reunir pessoas dispostas a unirem-se a ele.

Aproveitando o clima de protesto, Ahmed Al Omran comentou sobre suas experiências como blogueiro da Arábia Saudita e as manifestações organizadas em meio a um cenário, onde, por exemplo, as mulheres ainda são proibidas de dirigir.

Mesmo com as dificuldades, Omran demonstrou força de vontade, declarando que a liberdade de expressão por si só já é um motivo para se revoltar e colaborar para que a população ultrapasse a barreira do medo e saia às ruas.

Contando com uma apresentação acompanhada por vídeos a respeito da atual realidade “virtual” do Paquistão, o blogueiro Muhammad Farhan trouxe ao encontro dados sobre o crescimento e a expansão das mídias sociais em seu país.

O palestrante também relatou casos como os esforços do governo em bloquear o acesso dos paquistaneses a sites, como o YouTube e Facebook, com a desculpa de estarem evitando atividades terroristas.

Encerrando o debate sobre as experiências na Ásia e África, o jornalista Pepe Escobar complementou as discussões levantadas pelos blogueiros, traçando um histórico sobre o cenário encontrado na África e Oriente Médio e levantando questões a respeito de fatores econômicos, sociais e políticos.

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I Encontro Mundial de Blogueiros contou com a transmissão ao vivo das mesas de discussão via internet e participação ativa dos twitteiros de plantão. A intenção era emplacar a hastag #blogmundofoz no Trend Topics do Twitter – mesmo com a acirrada disputa pelas tomadas disponíveis no Teatro Barrageiro da Itaipu Binacional.

O I Encontro Mundial de Blogueiros ocorreu em Foz do Iguaçu, nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2011. As palestras aconteceram no Cineteatro Barrageiro, nas dependências da Itaipu Binacional.

Encabeçado pela Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação) e pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, o evento reuniu 468 participantes de 23 países e 17 estados brasileiros.

O evento trouxe à tona discussões relativas à regulamentação dos usos e democratização do acesso à internet (em primeiro momento), o que culmina na universalização da informação. Nesse sentido, foi defendido o “direito à liberdade de imprensa”, mas, sobretudo “o direito à liberdade de expressão”. Destacou-se a importância das redes sociais enquanto “instrumentos” de troca de ideias e mobilização social, citados como exemplos a recente “Primavera Árabe”.

A abertura do evento aconteceu na Barragem da Itaipu, com show de iluminação e apresentação de música caipira. A organização do evento ofereceu aos participantes um coquetel, com muito chopp, o que agradou o público de forma geral. Todos comemora

No post de hoje, faremos um resumo das palestras que pude acompanhar e amanhã você confere a conclusão dessas anotações.

Experiências na América Latina

No último dia do encontro os palestrantes estavam com o discurso afinado e discutiram a necessidade de o “ativismo nas redes” se concretizar nas ruas.

Jesse Freeston, jornalista e videomaker, que se considerou um infiltrado por não ser blogueiro, trouxe um impactante vídeo sobre a repressão em Honduras. Falou sobre sua experiência na América Latina e sobre o importante papel que as mídias sociais têm na propagação da informação.

Fã confesso de “Paulo Freire”, Freeston alertou para a necessidade de o ativismo não ser apenas “virtual”. Reforçou que para a democratização de acesso à rede, aqui entendida como internet, efetivamente ocorra, é imperativo que o ciberativismo seja, sobretudo, ativismo. Ou seja, é necessário ir às ruas para garantir que todos possam desfrutar das novas mídias.

Essa necessidade da “luta” ganhar as ruas foi corroborada pelo cubano Iroel Sánchez, blogueiro da página La Pupila Insomne e do Site CubaDebate, que afirmou que a internet e a blogosfera não são redes de consumo, mas de conhecimento – ou deveriam ser entendidas como tal.

Já para Osvaldo Leon, que é o editor do site da Agência Latino-americana de Informação (ALAI), a democratização da informação deve ser atrelada às lutas dos movimentos sociais e direitos humanos.

Este também foi o tom da fala do professor universitário Martin Becerra, para quem a democratização da informação será resultado das lutas nos setores populares, pois, para ele, as mídias sociais são massivas, mas seu uso é segmentado.

Já Martin Granovsky, editor Especial do jornal Página 12 da Argentina, ao citar a regulamentação da “Ley de Medios” destacou a importância da universalização da informação. E foi categórico ao afirmar que sempre que se vai em direção à garantia de determinada liberdade individual, se caminha em direção às liberdades universais e isso é uma vitória dos povos.

As experiências no Brasil

Durante a tarde, o tema central era as experiências no Brasil. As conversas giraram em torno da necessidade da democratização da informação, do acesso a ela e do papel das mídias sociais em oposição às mídias tradicionais.

O primeiro a falar foi Carlos Latuff, cartunista ícone da primavera árabe. Conhecido por sua postura contundente, explicou sua participação no movimento e apresentou alguns dados sobre sua carreira. Para ele, também, a revolução se faz por meio das pessoas, e, portanto, são elas que devem criar conteúdo mobilizante. Apontou ainda o fato de que os blogs e twittes pautam a grande imprensa e constituem, atualmente, um contraponto à mídia tradicional.

Os blogueiros políticos Esmael Moraes e Conceição Oliveira – blog do Esmael e do blog Maria Frô e tuiteira – falaram sobre a relação dos políticos com as mídias tradicionais e como as novas mídias são decisivas na busca, seleção e propagação de notícias.

Por último, falou Leandro Fortes, jornalista da revista Carta Capital, blogueiro e membro da comissão nacional do BlogProg. Sua palestra foi uma aula de comunicação social. Ele diferenciou e esclareceu os termos notícia x informação. Fez um alertou ainda sobre a importância do leitor para a criação do conteúdo, enfatizando a não-passividade na recepção, já que é ele também um criador.

Debate: A luta pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação

Para o debate de encerramento, era esperada a presença do ministro das comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, entretanto, ele não foi e não enviou representante.

Fizeram parte dessa mesa Damians Loreti, que foi integrante da comissão que elaborou a “Ley de Medios” na Argentina, Jesse Chacón, ex-ministro das Comunicações da Venezuela, e Blanca Rosales, ministra das comunidações do Peru.

Os participantes expuseram as experiências bem sucedidas de seus países. Entre elas o fato de que, segundo Jesse Chacón, a Venezuela é o único país latino-americano a manter seu próprio satélite em órbita.

O representante argentino relatou como a participação popular e acadêmica foi fundamental para a construção do texto da “Ley de Medios”, e, quando indagado se o Brasil poderia “copiar”, diplomático respondeu que o Brasil tem uma realidade diferente, mas que acreditava no sucesso da implantação de modelo similar desde que a participação popular fosse efetiva.

Blanca Rosales apresentou dados sobre a eleição no Peru e como as mídias sociais foram decisivas para a vitória do presidente Ollanta Humala, destacando o trabalho que o atual presidente tem feito para garantir e estender o acesso a todas as camadas sociais de seus países.

Após o debate e respondidas as perguntas do público, foi lida e aprovada a Carta de Foz do Iguaçu, que sintetiza os princípios e reivindicações recorrentes e que pautaram as discussões ao longo do encontro. Assim, foi encerrado com êxito o evento que trouxe a discussão sobre a propagação da liberdade de expressão e a necessidade de liberdade e acesso à informação.

© Agência Enlink

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